A deputada Bia Kicis (PSL-DF) voltou a defender na Câmara Federal o voto auditável.

Semana passada, a Casa deu o primeiro passo na tentativa de destravar o debate sobre o assunto, uma das bandeiras levantadas pelas manifestações de 1° de Maio no Brasil.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), determinou a criação de uma comissão especial para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que torna obrigatória a impressão do voto nas eleições; para que seja possível auditar o resultado das urnas eletrônicas.

A PEC é de autoria de Bia Kicis, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e que também deverá integrar a comissão especial.

Um ponto positivo é que, apesar da polarização do tema, praticamente não há oposição ao projeto entre os deputados. Até porque, o voto impresso já havia sido aprovado anteriormente pelo Congresso Nacional, em 2015. Entretanto, quando chegou no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018, não foi posto em prática nas eleições daquele ano. Em 2020, a Corte rejeitou a alteração, alegando risco ao sigilo do voto.

“Esse tema está movimentando e mexendo com o povo brasileiro. O povo está sentindo uma grande esperança agora nesse Congresso. Esperança de ter eleições confiáveis”.

“O que a gente busca aqui é a comodidade da votação e a segurança. Cenário caótico ninguém quer. Porque pior que o caos é o caos invisível. Nós não sabemos o que se passa no segredo da urna”, afirma.

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participou como observador das eleições americanas que foram marcadas por muitas denúncias de fraudes.

Confira o vídeo:

  • Jornal da cidade