A pressa é inimiga da perfeição

 

Hoje, 1° de agosto, o Brasil foi às ruas para que o grito entoado nas avenidas brasileiras possa alterar o que acontece atualmente nas urnas. Nós temos um sistema de votação secreto que é um dos mais rápidos do mundo. Mas por que queremos tanta rapidez na apuração dos votos? Será que isso é o mais importante em uma democracia? Sabermos, de imediato, o resultado da votação? Ou a democracia exige segurança, exige garantia de que a vontade do cidadão foi retratada no voto.

Sabemos, sim, que o sistema eletrônico permite que a apuração seja rápida, mas não totalmente segura, até porque todo sistema eletrônico desenvolvido na história do mundo recebe _upgrade_, ou seja, um aperfeiçoamento daquele processo eletrônico que está sendo usado. Então, as urnas precisam sim ser mais seguras.

A vontade do povo expressada nas urnas não pode ficar sujeita a uma intervenção de um hacker, de um invasor, que altere o resultado final. É possível manipulação? Sim. Toda e qualquer operação eletrônica que use a rede mundial de computadores está sujeita à invasão, à alteração daquele procedimento realizado.
Então, o que nós queremos é que uma impressora seja acoplada à urna eletrônica e que essa impressora possa apresentar para o eleitor aquilo que ele mostrou eletronicamente na máquina. A partir, o voto seria impresso para que, ao final da apuração eletrônica, a apuração manual também seja feita da forma mais transparente possível.

O ditado popular é sábio: a pressa é inimiga da perfeição. Nós precisamos ter a garantia de que a vontade popular está sendo atendida. Nós precisamos ter a garantia de que o nosso desejo expressado ao apertar a tecla de confirma também seja computado manualmente e seja mostrada a verdade das eleições. Quem está contra esse aperfeiçoamento, nós lamentamos muito. Mas esperamos que a vontade popular mude e oriente a cabeça de deputados e senadores que irão ouvir o ecoar do grito das ruas pedindo: “Voto Impresso Auditável Já!”

*General Girão*
_Deputado Federal/RN_