Alcolumbre responde ao STF, diz que nome de André Mendonça precisa “amadurecer” e dispara: “Obstrução a um nome é arma do parlamento”

Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado, deu outra justificativa para o atraso da sabatina do ex-advogado-geral da União (AGU) André Mendonça, que deve ocupar a cadeira deixada por Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF).

“A votação de indicação de ministro para o STF merece ser precedida de um tempo de amadurecimento político que permita a galvanização das opiniões dos membros do Senado”, argumentou Alcolumbre, na quarta-feira 6, em documento enviado ao STF, ao mencionar “turbulências políticas”.

Em 12 de outubro, o “chá de cadeira” do ex-AGU vai completar três meses desde sua indicação pelo presidente Jair Bolsonaro. Alcolumbre se manifestou depois de a Corte pedir a ele que defina uma data para a sabatina de Mendonça, visto que os julgamentos no tribunal correm o risco de empate.

“Ainda que houvesse intenção direta em obstar a indicação, a atuação obstrutiva é instrumento legítimo do parlamento”, sustentou Alcolumbre.Terra Brasil