Depois de confusão, deputada anuncia saída do PSDB: ‘Sou Bolsonaro’

Nas prévias do PSDB, Mara Rocha acusou a campanha de João Doria de tentar comprar seu voto

Presidente Jair Bolsonaro e deputada Mara Rocha | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A deputada Mara Rocha (PSDB-AC) anunciou neste domingo, 21, que vai deixar o partido. “Sou Bolsonaro mesmo, vou para o PL”, disparou, durante às prévias do PSDB.

A parlamentar protagonizou uma confusão nas prévias ao acusar a campanha do governador de São Paulo, João Doria, de tentar comprar seu voto na disputa. “Eu vou dizer quem me ofereceu dinheiro para votar no Doria”, ameaçou.

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“Amigos, hoje foi a convenção do PSDB, e até abril sou do partido e tenho direito ao voto. Quiseram me impedir por ser bolsonarista e por manifestar meu voto ao candidato opositor ao Doria. Exigi e exerci meu direto ao voto”, afirmou, nas redes sociais.

A confusão teve início quando o presidente do PSDB do Acre tentou impedir que ela comparecesse à votação. “Não faz sentido uma bolsonarista querer vir tumultuar nossa festa democrática. Tentei na direção impedir que ela votasse”, afirmou.

Prévias

Três candidatos disputam a vaga para concorrer ao Palácio do Planalto pelo PSDB: o governador de São Paulo, João Doria; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

Ao todo, quase 45 mil filiados devem votar neste domingo, 3,4% do total de membros. Cerca de 90% dos filiados com mandato também devem registrar sua preferência.

Sob suspeita de fraude, o PSDB desenvolveu um aplicativo para que filiados sem mandato e vereadores possam escolher seus candidatos.

O resultado das prévias deve ser conhecido no início da noite de hoje. Caso ninguém consiga a maioria, haverá um segundo turno no dia 28 deste mês com os dois mais bem colocados.

Este período de prévias deu mais exposição ao partido na imprensa e tem sido marcado pelas críticas entre Doria e Leite, que são os favoritos; Arthur Virgílio corre por fora.

Em entrevista ao jornal O Globo na semana passada, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, não descartou a possibilidade de se aliar a outros partidos: “Todas as composições que estejam distantes do Lula e do Bolsonaro serão objeto de abordagem e conciliação a partir de domingo”.

Mas o objetivo principal é tentar que o nome vitorioso se torne uma “terceira via” viável para vencer a disputa. Outro desafio do PSDB é manter a unidade do partido após o resultado. Revista oeste