FAB envia termo de responsabilidade a militares que recusam a vacina

 

Foto: © Divulgação / Força Aérea Brasileira (FAB)

A FAB (Força Aérea Brasileira) permitirá a volta ao trabalho presencial daqueles que não se vacinaram –mas que deverão assinar um termo. Porém, aqueles que optarem por não tomar a vacina contra a covid deverão apresentar um termo de responsabilidade.

No termo de recusa à vacina, o militar preenche seu nome e dados pessoais com a seguinte mensagem: “declaro para os devidos fins que me recuso a ser vacinado contra a covid-19, mesmo sendo encaminhado para a vacinação pela minha Organização Militar e orientado quanto à importância da vacinação para a imunização e proteção da minha saúde, estando ciente ainda que a falta de imunização, neste caso, não importará em não exercício das minhas atividades profissionais habitais”.

As Forças Armadas não tornaram a vacinação dos militares obrigatória. O posicionamento é diferente do dos Estados Unidos, por exemplo, que tornaram a vacinação anti-covid obrigatória para militares americanos da ativa.

O presidente norte-americano Joe Biden decretou a vacinação obrigatória para trabalhadores federais. Na contramão, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) disse que pretende revogar dispositivo da Lei n° 13.979/2020 que permite determinar a realização compulsória de medidas profiláticas para o combate à pandemia, inclusive a vacinação.

A FAB informou à coluna que o preenchimento de termo de compromisso por militares que optaram por não tomar as vacinas disponibilizadas até o momento contra a covid tem o objetivo de “controle e acompanhamento do efetivo da Força Aérea Brasileira por meio de sua Diretoria de Saúde”.

Disse também que não existe qualquer tipo de sanção prevista para não vacinados.

“Por conta da transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o território nacional, não é possível afirmar a origem de contágio para casos da doença. Desde que foram reportados os primeiros casos do novo coronavírus no Brasil, a FAB tem empenhado esforços para garantir a saúde e proteção de seus integrantes, readequando atividades e implementando procedimentos de prevenção alinhados aos protocolos previstos”, afirmou.

Estudo do Paraná Pesquisas indica que 72,5% da população brasileira é a favor da obrigatoriedade da vacina. São 24,6% os que se dizem contra e 2,9% os que não sabem ou não opinaram.

Poder360