Lula quer fazer o caminho de Evo Moralez para voltar ao poder: “as instituições aparelhadas ajudaram”

Quando chegou à Presidência da Bolívia, em 2006, Evo Morales contou com a ajuda dos sindicatos, os produtores da folha de coca, os movimentos indígenas e os trabalhadores da mineração, muito parecido com o movimento que Lula fez aqui no Brasil, com a promessa de tirar os pobres da situação difícil que viviam, o índio presidente conseguiu se perpetuar no poder por 3 mandatos.

Mas, em 2016 começou a escalada de Evo para se manter no poder, assim como o PT fez com a Dilma, ocasião do plebiscito que ele convocou para saber se os bolivianos queriam que o presidente buscasse seu quarto mandato seguido, o respaldo da população foi inferior aos 50%, ainda assim, alto, observaram ministros do seu governo, para alguém que estava havia tanto tempo no poder, esse percentual soou estranho e já se haviam desconfianças sobre o TSE Boliviano.

Em outubro de 2019 Evo Moralez tentou seu quarto mandato e com uma “incrível” vitória foi eleito no primeiro turno, sua popularidade estava baixa e começaram as revoltas, primeiro a polícia o abandonou e logo depois o comandante das forças armadas, um cargo como o do ministro da defesa no Brasil, Williams Kaliman, pediu a Morales que renunciasse “diante da escalada do conflito” e para “permitir a pacificação do país”.

O ponto crucial foi a desconfiança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a apuração da eleição, com (denúncias de) fraudes, que levaram às manifestações no país, no dia 10 de Novembro de 2019 Evo Moralez Renunciou assim como o vice-presidente e houve um vácuo no poder.

Depois de 5 renúncias na linha sucessória, a presidência cai no colo da senadora evangélica Jeanine Áñez, ela seguiu a risca o processo para organizar novas eleições, mas havia um problema, os funcionários públicos na sua maioria foram empossados pelo antigo presidente e isso dificultou a vida do novo governo, o aparelhamento do estado com os asseclas de Moralez seria fatal para Ãnez que foi sabotada pelas instituições do país, principalmente as judiciárias.

Em uma entrevista depois de assumir como presidente, ela atacou a esquerda: “Assim são os socialistas: usam mecanismos democráticos e se aferram ao poder, e depois enganam a gente, cooptam instituições, acaba a institucionalidade democrática”.

O mesmo Tribunal Supremo Eleitoral que era alvo de desconfianças por fraudes na quarta eleição de Evo Moralez, chancelou oficialmente a vitória de Luiz Arce, do MAS (Movimento ao Socialismo), Com 55,2% dos votos, o aliado de Evo Moralez conquistou a Presidência já no primeiro turno.

Com isso a esquerda volta ao poder, traz Moralez de volta ao país, ja que estava exilado no México, e o antigo sistema volta ao poder e não deixa barato para a presidente interina e seus inimigos, Jeanine Áñez é presa, humilhada e acusada de Genocídio, crimes sexuais e outras atrocidades, Evo Moralez deve exterminar seus antigos opositores para que não haja mais a possibilidade da esquerda perder mais uma vez o poder.

Assim como o presidente esquerdista da Venezuela que deu a “volta por cima”, Lula deseja trilhar o mesmo caminho, o presidente Bolsonaro chegou a postar a situação da presidente Boliviana que segundo muitos, foi vítima do aparelhamento do estado deixado por Moralez antes de ser deposto. No Brasil é nítido que as instituições estão repletas de esquerdistas que agem nas sombras para que a turma de Lula volte ao poder, a imprensa já trabalha para que o sindicalista, assim como Moralez, volte a presidência, os corruptos que perderam suas vultosas “mamatas” de propinas também, o país que se cuide ou o mecanismo volta a governar.

Júnior Melo (advogado e Jornalista)