No discurso o desarmamento é lindo… Na prática: “Se as armas são fora da lei, só os fora-da-lei têm armas”

Eu juro que, se não tivéssemos passado pela experiência, entenderia que caíssemos em algumas narrativas.

No discurso, o desarmamento é lindo. Todo o país sem armas, sem violência, com o povo de mãos dadas, caminhando e cantando e seguindo a canção (ao som de “Imagine”, claro).

Na prática, porém, qualquer pessoa com o mínimo de massa encefálica funcional consegue perceber que é um desastre.

Não podemos nem dar a desculpa de que a violência poderia aumentar, caso revogassem o Estatuto do Desarmamento.

Não existe sequer uma hipótese estatística que confirme essa possibilidade. Pelo contrário. Os poucos países que têm números de violência superiores aos nossos também são desarmamentistas.

NENHUM pais armado, por mais violento que seja, supera nossos índices.

O Brasil mata mais do que a Síria em guerra. O Rio de Janeiro mata mais do que Bagdá!

Isso não é novidade para quem acompanha minimamente o noticiário nacional.

Nas comunidades cariocas, crianças de 11, 12 anos têm acesso a armamentos de uso exclusivo das Forças Armadas; equipamentos bélicos, que a maioria dos civis sequer consegue identificar.

O que aconteceu em Criciúma (e hoje em Cametá, no Pará) veio para reforçar o que já é de conhecimento público: A lei só tira o direito à legítima defesa do cidadão de bem, ordeiro.

Os criminosos continuam tendo acesso a armas de guerra e o desarmamento só torna essa guerra assimétrica.

O fato reforçou também a hipocrisia da narrativa esquerdista. Maria do Rosário (sempre ela) não tardou em condenar a pequena flexibilização que o Governo Federal fez para a compra de munições, tentando responsabilizar o governo pelo fato, como se o “Novo Cangaço” não tivesse surgido justamente durante o governo petista, apesar de todas as restrições que impuseram.

Parece absurdo ter que reafirmar o óbvio, mas CRIMINOSOS NÃO COMPRAM ARMAS E MUNIÇÕES LEGALIZADAS. O Brasil tem 7.367 Km de litoral e 16.886 Km de fronteiras terrestres. É IMPOSSÍVEL fiscalizar toda a extensão territorial e, assim, combater com eficiência o contrabando de armas. Criminosos SEMPRE estarão armados.

Outro argumento dos militantes, após o fato, é que a população não conseguiria reagir contra uma quadrilha armada de fuzis, estando apenas com armas curtas. O que os “especialistas” esqueceram de considerar é que, em um enfrentamento, existem variáveis que podem sobrepor o poder bélico; como a superioridade numérica, o posicionamento estratégico e o efeito surpresa.

Como uma quadrilha subjugaria uma cidade inteira, como aconteceu em Criciúma (e em Cametá), sem saber de qual janela poderia sair um disparo, ou quantos adversários enfrentaria?

Com uma população armada, essas variáveis são absolutamente imprevisíveis. Tornam-se um fator psicológico que estimula os criminosos a mudarem o “modus operandi”, minimizando os riscos e, consequentemente, evitando o enfrentamento direto com civis.

Todos os argumentos que sustentam o desarmamento civil só não podem ser tratados como piada porque são responsáveis por milhares de óbitos; mas são absolutamente desconectados da realidade.

A começar do próprio Estado, que teoricamente deveria garantir a segurança do cidadão desarmado, mas conta com um judiciário ativista e militante, que trata policiais como bandidos e criminosos como “vítimas da sociedade”.

Em nenhum lugar, sob nenhuma circunstância, o desarmamento civil mostrou-se eficiente. Quem dirá em um país onde traficantes, assaltantes e sequestradores têm livre acesso a fuzis de grosso calibre e explosivos militares, mas para a Suprema Corte quem ameaça a República é a Dona Neide, 65 anos, aposentada, fiel da Assembleia de Deus, que “dispara” mensagens sobre o “Kit Gay” e a “Mamadeira de Piroca” nos grupos da família e da igreja no Whatsapp.

O BRASIL NÃO É PARA AMADORES!

“Se as armas são fora da lei, só os fora-da-lei têm armas.” (AUTOR DESCONHECIDO)

  • J.c