Patrocinadores da seleção cobram seriedade e rapidez da CBF por investigação sobre Caboclo

Foto: Leandro Lopes / CBF

Quatro patrocinadores da CBF manifestaram preocupação e pediram investigação séria sobre a denúncia de assédio sexual e moral contra o presidente da entidade, Rogério Caboclo: Itaú, Ambev, Gol e Mastercard. Uma funcionária da CBF acusou formalmente Caboclo de assédio sexual aos Comitês de Ética e de governança da entidade.

O Itaú, que é um dos quatro principais patrocinadores da seleção, se mostrou preocupado: “O Itaú Unibanco recebe com preocupação as acusações divulgadas nesta sexta-feira envolvendo o presidente da CBF. Na qualidade de patrocinador oficial da Seleção Brasileira de Futebol, o banco acompanhará de perto a apuração do caso e espera que a investigação seja profunda e célere”, afirmou a assessoria do banco.

A Mastercard também se posicionou: “Nós estamos cientes e preocupados com as sérias alegações. Continuaremos acompanhando a situação, esperamos que as investigações sejam profundas e rápidas.”

Uma terceira manifestação foi feita em tom similar pela Ambev, que também está entre os principais patrocinadores da seleção: “Estamos acompanhando atentamente as informações sobre o caso. Manifestamos nossa profunda preocupação com os relatos divulgados, pois reportam práticas que não toleramos. Seguimos atentos à apuração do caso e esperamos uma análise com a seriedade e rapidez que a situação requer.”

A Gol também se manifestou preocupação e afirmou que vai acompanhar o caso: A GOL tomou conhecimento e tem preocupações sobre as acusações contra o presidente da CBF. A Companhia, na condição de patrocinadora da Seleção Brasileira, irá acompanhar de perto as apurações e desdobramentos do caso”.

É lembrado que a Nike, maior patrocinadora da seleção, já rompeu um contrato com Neymar por conta do envolvimento em uma denúncia de assédio contra uma funcionária. No episódio, a empresa alegou que rompeu com ele por falta de colaboração. Os patrocinadores são responsáveis por mais da metade das receitas da CBF, com um valor de quase R$ 400 milhões.

Com informações da coluna do Rodrigo Mattos – UOL