Pela 1ª vez no ano, RN tem déficit na geração de empregos

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério da Economia, mostraram que o Rio Grande do Norte teve saldo negativo de empregos formais em abril, perdendo 61 vagas. O Estado teve 12.380 admissões e 12.441 desligamentos. Foi o terceiro pior saldo do Nordeste, ficando à frente apenas de Sergipe (-92) e Alagoas (-3.208). Em todo o Brasil, houve 1.381.767 admissões e 1.260.832 desligamentos no mercado formal de trabalho, o que resultou na geração de 120.935 postos de trabalho. Essa é a primeira vez que o RN registra déficit de vagas no mercado de trabalho formal desde janeiro.

Segundo análise realizada pelo Mapa do Emprego no Rio Grande do Norte, o informativo mensal elaborado pelo Sebrae-RN que analisa a evolução das contratações e demissões com carteira assinada, os setores que mais contribuíram para esse resultado negativo foram a construção civil, que perdeu 453 postos de trabalho, e o setor agropecuário, cujo saldo foi de – 230 vagas. O comércio a indústria também registraram baixas de 88 e 86 vagas respectivamente. Em contrapartida o setor de serviço foi o único a gerar novas vagas. Ao todo, 796 empregos.

O Mapa do Emprego aponta que o saldo acumulado de emprego no estado neste primeiro quadrimestre do ano é de 5.866 vagas, frente às 15.873 vagas perdidas no mesmo período do ano passado. Atualmente, o estado conta com 438.107 trabalhadores contratados com carteira assinada. A publicação, como o próprio título indica, aponta as regiões onde ocorreram mais oportunidades de emprego . Em abril as novas vagas foram abertas principalmente em Mossoró, Alto do Rodrigues, Riachuelo, Goianinha e Pau dos Ferros. Por outro lado, a capital Potiguar foi a recordista em número de demissões. Natal perdeu no quarto mês de 2021 905 postos de trabalho. Os demais municípios como perdas de emprego foram Caraúbas, Upanema, Canguaretama e Pedra Grande.

De acordo com o Ministério da Economia, em todo o Brasil, o destaque foi para o setor de serviços, que gerou 57.610 postos de trabalho, tendo admitido, ao longo do mês, 614.873 pessoas, e demitido 557.263.

“[O resultado] parece pouco frente ao que gerávamos antes, mas temos que considerar que [abril] foi o mês em que se sentiu mais o impacto da segunda onda da covid-19. Na primeira onda, ano passado, perdemos mais de 900 mil empregos. Agora, criamos 120 mil empregos. O Brasil está mostrando resiliência. Os programas estão funcionando. E, principalmente, a vacinação em massa está entrando. E é com isso que temos que contar para um retorno seguro ao trabalho”, destacou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Com o resultado, o estoque de empregos formais no país (quantidade total de vínculos celetistas ativos) chegou a 40.320.857 – o que representa uma variação positiva de 0,30% sobre os 40.199.922 registrados em março. De janeiro a abril, houve 6.406.478 contratações e 5.448.589 demissões, o que representa um saldo de 957.889 empregos.
Ainda em relação aos dados nacionais, além do setor de serviços, outros quatro grupamentos de atividades econômicas (indústria geral; construção; comércio e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) também registraram saldos positivos. Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão, em abril, foi calculado em R$ 1.855,52 – valor R$ 46,02 (2,54%) acima da média registrada em março, que foi de R$ 1.802,65.

Microempresas

As microempresas do Rio Grande do Norte mantiveram o ritmo de contratações registrado desde o início deste ano. As empresas desse porte foram as únicas a contratar mais do que demitir e fecharam abril com um total de 1.429 novas vagas criadas no mês. Porém o grande volume de demissões ocorridas nas demais organizações, principalmente as médias empresas que, em 30 dias, encerraram 1.223 postos de trabalho, o saldo de emprego no estado em abril ficou negativo em 61 vagas.

O número de novas contratações das microempresas em abril deste ano foi menor que no mês anterior, quando o saldo nas empresas desse porte no RN foi de 2.852 vagas. Mas, em compensação, foi maior que o registrado em no mesmo mês do ano passado quando esse segmento registrou uma perda de 3.470 vagas. Nos 4 primeiros meses, as microempresas potiguares foram responsáveis pela abertura de 11.281 novos postos de trabalho com carteira assinada – um crescimento em relação ao acumulado no 1º quadrimestre de 2020, quando essas empresas acumularam 642 vagas.via bg

TRIBUNA DO NORTE