RN tem arrecadação recorde no 1º quadrimestre; ICMS é o maior responsável pelo crescimento

A arrecadação de tributos no Rio Grande do Norte teve o melhor 1º quadrimestre da sua história, somando R$ 2,235 bilhões nos primeiros quatro meses do ano. No primeiro quadrimestre de 2020, o total arrecadado foi de R$ 1,948 bilhão. No comparativo entre os anos, o crescimento foi de 14,73%. O mês de abril de 2021 também obteve o melhor resultado para o mês na série histórica, que começou em 1999. O mês passado encerrou com arrecadação de R$ 553,3 milhões.

Em abril de 2020, quando a crise econômica por conta do coronavírus tinha acabado de iniciar, a arrecadação fechou em R$ 430 milhões. Na comparação entre 2020 e 2021, o crescimento foi de 28,72%. As informações são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão ligado ao Ministério da Economia. A arrecadação do mês de abril recente também apresentou crescimento com relação ao mês anterior. Em março, o arrecadado foi de R$ 541,2 milhões. Na comparação entre um mês e outro, o crescimento foi de 2,26%.

Um detalhe interessante na arrecadação do Estado em 2021 é que todos os meses fecharam acima dos R$ 500 mil. Janeiro teve total de R$ 556,9 milhões e fevereiro, R$ 583,3 milhões. Na série histórica, que registra as arrecadações do Estado desde 1998, nunca isso havia acontecido antes. Outro dado que chama a atenção é que em 2021 os valores arrecadados superam inclusive os de 2019, quando a economia potiguar não sofria os efeitos econômicos da pandemia de covid.

No detalhamento da arrecadação, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é o maior responsável pelo crescimento: em 2020, no mês de abril, foi arrecadado R$ 395 milhões para esse tributo. Em 2021, o total foi de R$ 503,9 milhões. Isso representa um crescimento de 27,55% no comparativo para os meses. No quadrimestre, o crescimento na arrecadação do ICMS ficou em 14,4%. Em 2020, o total foi de R$ 1,83 bilhão. Agora, o Estado alcançou a marca de R$ 2,09 bilhões. Desse total, a maior parte vem exatamente do comércio varejista e atacadista, que respondem por 49,4% do arrecadado com esse tributo. Veja a matéria completa na Tribuna do Norte.