Sobe de 37% para 43% apoio a militares no governo, diz DataPoder360 Pesquisa anterior mostrava empate Apoio é maior no Sul e entre jovens

Solenidade Alusiva à Alteração da Lei Geral de Telecomunicações, no Palácio do Planalto. Brasilia, 08-10-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360
O presidente Jair Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão: ambos militares Sérgio Lima/Poder360


30.jul.2020 (quinta-feira) – 6h00
atualizado: 30.jul.2020 (quinta-feira) – 7h28

Pesquisa DataPoder360 mostra que passaram de 37% para 43% os eleitores que acham bom para o Brasil que militares participem do governo e da política em geral.

O grupo que avalia ser ruim oscilou dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais: passou de 37% para 35%. Em maio havia empate entre os que diziam ser bom e os que afirmavam ser ruim.

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A pesquisa foi realizada de 20 a 22 de julho de 2020 pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.

Foram 2.500 entrevistas em 560 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Conheça a metodologia lendo este texto.

O governo Jair Bolsonaro tem 11 ministros com histórico militar, além do vice-presidente, general Hamilton Mourão. São ministros 8 vindos do Exército, 1 da Marinha, 1 da Força Aérea e 1 da Polícia Militar.

O próprio Bolsonaro tem histórico nos quartéis. Diversos apoiadores o chamam pelo nível hierárquico que ocupou no Exército: capitão.

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Quando deputado, Bolsonaro defendia interesses de militares (principalmente policiais). Candidato em 2018, associou-se à farda e manteve-se próximo depois de eleito.

A associação foi positiva para Bolsonaro porque as Forças Armadas reconstruíram sua imagem depois de a redemocratização do país.

Quando acabou a ditadura, em 1985, essas instituições estavam desgastadas perante a opinião pública. Estiveram por 21 anos à frente de 1 governo autoritário e que, na fase final, teve alta inflação.

Parte da população, porém, é saudosa do período. Manifestações de apoiadores do presidente chegaram a pedir 1 novo AI-5 (Ato Institucional nº 5). Editado em 1968, marcou o recrudescimento da ditadura.

Parte do eleitorado de Bolsonaro entende que Judiciário e Legislativo não o deixam governar, e que uma saída autoritária resolveria o problema. O próprio presidente chegou a discursar em ato. Recentemente, porém, seu atrito com os outros Poderes diminuiu.

A fatia dos que acham ser boa para o Brasil a participação de militares no governo e na política é maior (82%) no grupo que julga o trabalho de Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”.

Entre os que dão avaliação negativa ao trabalho do presidente, 62% dizem ser ruim a participação de militares na política.

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