Suécia registra primeira morte de policial a tiros em 14 anos

Agente foi baleado em Gotemburgo; primeiro-ministro interino do país classificou o crime como um ‘ataque à nossa sociedade.

A Suécia registrou a morte do primeiro policial baleado em 14 anos, na noite desta quarta-feira (30), o que gerou indignação das autoridades locais. O crime é um fato raro no país, onde somente outros dois agentes foram mortos nos últimos 20 anos. O tiroteio aconteceu no subúrbio de Biskopsgarden, em Gotemburgo, a segunda maior cidade sueca.

O policial tinha pouco tempo de profissão e foi atingido enquanto estava em serviço e atendia à população no bairro de Biskopsgarden. A violência de gangues atinge a região nos últimos anos e, por isso, a área tem sido alvo de atenção especial das autoridades locais. Apesar de ter sido levado ao hospital, o agente não resistiu aos ferimentos. De acordo com a rádio sueca Sverige Radio, a vítima tinha cerca de 30 anos.

 

O primeiro-ministro interino da Suécia, Stefan Lofven, classificou, nesta quinta-feira (1) o crime como um “ataque à nossa sociedade”. Segundo ele, o combate às ações de gangues na região vai permanecer. O país também realizou um minuto nacional de silêncio em homenagem póstuma ao agente assassinado.

— É com grande tristeza e consternação que recebemos a notícia de que um policial foi morto a tiros na noite passada. Jamais vamos recuar na luta contra o crime organizado — afirmou Lofven em entrevista coletiva, segundo a agência de notícias Reuters.

Segundo a rádio sueca Sverige Radio, a polícia investiga o caso, mas não há suspeitos identificados até o momento. De acordo o Chefe de Polícia da Região Metropolitana de Gotemburgo, Erik Nord,  ainda é cedo para dizer se a vítima era o alvo escolhido.

A violência de gangues se tornou um problema na Suécia com tiroteios e ataques com explosivos, por vezes deixando vítimas. A situação também tem mobilizado debates políticos, com representantes de esquerda e de direita reivindicando ações mais duras de repressão aos crimes, segundo a Reuters.

O país também realizou um minuto nacional de silêncio em homenagem póstuma ao agente assassinado.

Créditos/O Globo