Bolsonaro se reúne com presidente da Petrobras para tratar de preços dos combustíveis

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 7, que teve uma nova reunião, hoje, com o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, e com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para tratar de medidas para lidar com a alta dos combustíveis.

“Somos unânimes, todo mundo quer que diminua”, afirmou, em evento no Palácio do Planalto para assinatura de alterações em normas trabalhistas. “Quem não quer diminuir o preço das coisas no Brasil?”, questionou o presidente, sem entrar em detalhes sobre o que foi discutido na reunião.

Com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o governo negocia com o Congresso um projeto para alterar a tributação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, para tentar conter a alta do produto. Com alta de quase 40% nos últimos meses, o preço da e do óleo diesel é um dos vilões da inflação este ano. A proposta, contudo, tem a resistência de governadores. Outra ideia seria criar um fundo de estabilização dos preços.

O presidente Jair Bolsonaro disse também nesta quinta-feira que o País pode enfrentar problemas de abastecimento. A fala vem após o presidente já ter dito reiteradas vezes que o Brasil tem inflação, mas segue abastecido, diferentemente de países do exterior.

Um dos problemas, segundo o presidente, seria a falta de fertilizantes para o campo. Bolsonaro relatou ter tido uma conversa com o secretário especial de assuntos estratégicos da presidência, Flávio Rocha, que teria prometido a entrega do plano sobre como lidar com a falta de fertilizantes. Bolsonaro prometeu que o governo deve criar um plano emergencial.

“Vou avisar um ano antes. Por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar. A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Vamos ter problemas de abastecimento no ano que vem”, alertou Bolsonaro.

Estadão Conteúdo